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Uma brasileira, que veio de marte

Feijoada, samba e futebol. Ouço isso de muitos gringos que converso quando digo que sou brasileira. A começar pela feijoada, poucas vezes comi esse prato. O que mais gosto é o vinagrete, só que prefiro com pastel de feira. Sobre o samba, sei pouco, mas reconheço sua importância. O samba tem sua beleza e também poesia. O futebol é algo que não entra na minha lista de interesses, nunca vi uma sequer uma "partida" completa. A única lembrança que tenho é da Copa de Mundo (talvez) de 2005, quando eu ainda era criança. Lembro que torci pela seleção. A música da época era do Skank, e dizia "quem não sonhou em ser um jogador de futebol". Eu nunca, mas quando tocava essa música, quem não cogitava a possibilidade? Enquanto isso, me lembro de comer pipoca e beber guaraná. Ao longo desse tempo, sinto que desapontei muita gente por não saber muito bem sobre pratos típicos como a feijoada, por estar longe, muito longe, de saber dançar, por não lembrar quantas vezes a seleção ganhou. Um dia, quem sabe, eu aprenda essas e outras coisas, mas por enquanto é bom ressaltar que o povo brasileiro é totalmente diferente, que não somos iguais nem na aparência, nem no gosto, nem no jeitinho. Não há como generalizar, e talvez o que você encontre por aí são brasileiros vindos de marte.








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